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EuropaPolítica

A Homofobia na Rússia

A Rússia é um país algo peculiar. O Presidente e o Primeiro-Ministro vão trocando de cargo ciclicamente. O actual Presidente, Vladimir Putin, faz o que bem quer sem dar contas a ninguém e a corrupção é algo vulgar. No entanto, tem surgido nos últimos tempos uma Rússia diferente, fortemente nacionalista. E aliado a esse nacionalismo surgiu um movimento homofóbico e xenófobo. Como explicar o aparecimento desse movimento? É fomentado pelo aparelho estatal, ou é simplesmente algo que apareceu?

A homossexualidade tem sido um tema algo controverso na Rússia. Ao contrário dos restantes países do Primeiro Mundo, que têm manifestado uma grande abertura à comunidade homossexual, a Rússia fecha-se, com as opiniões sobre a homossexualidade a rondarem o pensamento medieval, para dizer o menos. O casamento homossexual e a adopção por casais homossexuais não são reconhecidos e muitos cidadãos russos consideram que actos homossexuais entre adultos devia de facto ser crime. Contudo, o pior não é isto. O pior é a Lei da Propaganda LGBT, que escrita de tal maneira abrangente e usando subterfúgios linguísticos (troca-se a palavra homossexualidade por relações sexuais não tradicionais) bane efectivamente o movimento gay e a cultura LGBT. Por sua vez, a aprovação desta lei, originou um mar de protestos não só das comunidades gays internacionais, mas de políticos, actores, desportistas, entre outros. Chegou mesmo a surgir uma petição para boicotar e mudar os Jogos Olímpicos de Inverno, que iriam (e decorreram) em Sochi, na Rússia.

Outro caso chocante da sociedade russa são os ataques a pessoas. Homossexuais, ou não. Não é incomum aparecerem pessoas espancadas, ou mesmo mortas. No actual clima anti-homossexual que se vive, a mais ligeira suspeita sobre uma pessoa pode originar a morte da mesma. Seja, ou não homossexual.

Porém, será este fanatismo anti-homossexual fomentado pelo Estado? O Governo diz que não, negando veemente essas acusações e afirmando que todas as pessoas são iguais perante a Lei e que não há discriminação em relação à sexualidade na Rússia. Como tal, não acha que exista a necessidade de conceber leis especiais contra a discriminação homossexual. No entanto, essa discriminação existe e é esta cada vez mais patente na sociedade.

A sensação que se tem é que cada vez mais a Rússia vive com uma política “don’t ask, don’t tell” em pleno século XXI e essa politica e a homofobia têm de ser paradas rapidamente.

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Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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