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A face da violência doméstica

Um homem, uma mulher, uma criança. Estes são os rostos anónimos da violência doméstica que corrói e deturpa o verdadeiro sentido da palavra família. Depois de um século em que os atropelos à dignidade humana foram constantes, o século XXI pretendia uma viragem, uma mudança quanto à violação dos direitos mais básicos do Homem, porém a violência continua mascarada, ou em certos casos exposta aos olhos do mundo.

De acordo com os dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV), na última década, a maioria dos casos de violência doméstica ocorridos em Portugal incidiram principalmente sobre pessoas do sexo feminino, sendo que só em 2012 morreram mais de 30 mulheres vítimas de violência. As mulheres continuam a ser o maior grupo de risco visto que a violência ainda está muito associada à desigualdade de géneros por isso muito das campanhas de sensibilização têm como público-alvo esta franja da população.

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Embora a importância e o papel da mulher na sociedade ocidental se tenha alterado, para melhor, ao longo dos anos, a visão patriarca continua a persistir dando espaço para que a violência doméstica seja um problema subavaliado. Segundo as estimativas da União Europeia, uma em cada cinco mulheres são agredidas pelo seu parceiro, no entanto este número pode ser maior visto que a maior parte dos casos de violência não são reportados às autoridades competentes, assim combater este problema torna-se complicado quando a vergonha e o medo prevalecem.

Em contrapartida, as culturas que ainda se regem por princípios desiguais, em que a mulher é considerada um ser inferior, a violência chega a ser algo aceitável e, por vezes, até aplaudida em sociedades androcêntricas. O poder e a vontade do homem imperam e todos os outros indivíduos, mulheres, crianças, idosos, devem obedecer sem questionar.

Deste modo, por reconhecerem que a violência doméstica é um problema para o qual o mundo deve estar alerta, são várias as instituições governamentais e não-governamentais que, nos últimos anos, têm trabalhado para levar esta questão para o espaço público. Aos media é reconhecido o poder na forma como podem informar e mudar a visão do mundo quanto ao desrespeito pelos direitos humanos.

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Estela Tavares

Sem dúvida, que a comunicação é uma paixão inegável e que me define como pessoa, por isso, a licenciatura em jornalismo, na Escola Superior de Comunicação Social foi um passo natural. Poder escrever sobre o mundo, que nas suas múltiplas manifestações nos fornece a matéria-prima, que nos rodeia é um privilégio.
Quanto a mim, os vícios por porta-chaves, sapatos e o Nadal (um grande tenista) são algumas das características, que segundo os meus amigos me conferem uma loucura q.b

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