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Desporto

A estravagância louca da Mercedes

Há certas marcas das quais não se esperam grandes loucuras. Portanto, quando elas acontecem, o mundo automóvel fica cheio de curiosidade. Foi o que aconteceu, quando a Mercedes-Benz apresentou o G63 AMG 6×6.

Ao ser lançado, em 1979, o Classe-G era o pináculo do todo-o-terreno. O motor tinha a força necessária, uma caixa de redutoras (um sistema que permite alterar a tracção e a força entre os eixos) e umas invejáveis capacidades de todo-o-terreno (conseguia, por exemplo, subir inclinações de 450). Com o passar dos anos, foi sendo renovado e ainda na serie original viu serem introduzidos novos motores, caixas e carroçarias.

No entanto, avancemos um bocadinho no tempo. Em 2012, é apresentado um concept apenas para os militares, com uma distância ao chão melhorada, uma capacidade de andar dentro de água melhorada (1000mm), seis rodas motrizes e um motor a diesel com 3 litros de capacidade. Entrou ao serviço de várias forças armadas e por ai se ficou.

Dentro da Mercedes-Benz, há uma submarca, a AMG, que, de vez em quando, deixa os engenheiros andarem à solta e estes criam uns protótipos loucos. É crença geral que este é um desses casos. Os engenheiros pediram um chassis do tal veículo estritamente militar e começou a loucura. Substituíram o motor a diesel por um monstruoso V8 de 5.4 litros e 540 cavalos de potência, alargaram as protecções das rodas e fabricaram-nas em fibra de carbono, na vasta zona traseira, criaram uma caixa aberta forrada a madeira, melhoraram a suspensão e não pouparam no luxo interior (o interior é todo em pele, alcântara e fibra de carbono).

O resultado? 0-100 km/h em quase 7 segundos e uma velocidade máxima (limitada) de 160 km/h. O preço? Começa nuns módicos 500 mil euros.

Agora impõe-se a pergunta: Justifica-se uma loucura destas? Não, não justifica. É um brinquedo para os sheiks da Arábia e nada mais que isso. No entanto, houve tantas encomendas (de todo o globo), que foram produzidos 100 e já estão todos esgotados. Não é, ainda, um clássico, mas no futuro sê-lo-á certamente. E convenhamos, este brinquedo até é bem fixe.

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Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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