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ArtesCultura

À deriva.

Sem dúvida que a notícia que marca este natal é a morte de um jovem, devido à ineficácia dos serviços de saúde que não conseguiram fornecer-lhe os meios humanos a que os cidadãos tem direito. E não se desculpe a situação com os cortes orçamentais. No Norte do país, tal cenário teria sido realidade. Este absurdo, que não se justifica por se tratar de um hospital público, nem pelos cortes orçamentais, na minha opinião, é fruto de uma má gestão dos recursos. Tenho apenas pena que estas infelizes histórias não sucedam com os familiares de alguns governantes. Decerto haveria processos e julgamentos céleres e não um encolher de ombros e a repetição das políticas de “casa roubada, trancas na porta”.

Não queremos andar à deriva. Não queremos demissões. Queremos um rumo. Queremos consequências para quem tem responsabilidades e falhou. E neste caso alguém ou muita gente falhou.

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Ricardo Jorge

Lisboa, 1978. Licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Lisboa, estudou também Design e Ensino das Artes. Paralelamente a estas áreas desenvolve trabalho em Ilustração e Desenho com exposições regulares em Portugal.

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