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CrónicasDesporto

A culpa morre sempre solteira

É um facto. Volta e meia a violência faz uma aparência no Mundo do Futebol e deixa sempre a sua marca sangrenta, dado que vem quase sempre acompanhada da sua grande amiga Morte. Prova disto mesmo são as cenas caricatas e ridículas que todos vimos em Madrid, quando as Claques do Atlético de Madrid e do Deportivo se envolveram numa batalha campal, na capital Espanhola.

Sim, cenas caricatas e ridículas, porque não entra na cabeça de ninguém um pai deixar em casa duas crianças, para ir andar à pancada em Madrid. Falo, obviamente, do pobre diabo que faleceu na tal batalha campal de Ultras e que, na Corunha, teve direito a Funeral com Honras de Estado.

Agora coloco a seguinte questão: Será que podemos e devemos responsabilizar somente as Claques pelo que sucedeu em Madrid?

Na minha opinião, não. Seguir tal caminho é redutor e será a manifestação de uma certa psique nada saudável. Isto, porque, no triste e enfadonho mundo da pancadaria, há muito mais que os elementos das Claques. Nelas existem elementos que estão lá para apoiar a sua equipa, mesmo quando esta jogue no Polo Norte.

O problema da violência das Claques começa nos Dirigentes do Futebol, passa por certos indivíduos das Claques e termina nos Agentes Estaduais, que não tomam as medidas necessárias para se acabar de vez com este triste fenómeno.

Por exemplo, em Inglaterra, exterminou-se (sim, exterminar é o termo certo para o caso) o fenómeno Hooligan, com uma coisa tão simples como condenar o fulano e beltrano que ia ao Estádio para andar à pancada a comparecer na Esquadra local, no dia e hora do jogo do seu Clube. Outra medida Britânica de combate à violência no futebol prende-se com a proibição de entrada no Estádio de adeptos adversários, medida esta radical, mas que dá frutos, pois já há anos que não se ouve falar do Holiganismo Inglês.

Contudo, há ainda mais uma medida de combate à violência nos recintos de futebol britânicos que, a meu ver, é a mais importante delas todas. Em Inglaterra, o Dirigente que incentive à violência, promova e/ou proteja Claques violentas é severamente punido e banido do futebol para todo o sempre.

Ora, que fez a Federação e Liga Espanhola de Futebol Profissional, após as cenas de pugilato em Madrid? Nada! O Atlético de Madrid tomou a bonita iniciativa de expulsar a sua Claque, mas todo o resto ficou-se por um intenso e demorado debate, de onde no final a montanha vai parir um enorme rato. Cá por Portugal o filme é idêntico, só que com actores de cores diferentes. Aliás, para além de mortes no nosso futebol, já tivemos o cúmulo de uma Claque utilizar o recinto desportivo de um Clube para traficar droga.

É por isto que eu digo que a culpa morre sempre solteira. O mal da violência no futebol é invariavelmente das Claques. Já quem as financia, protege, alimenta a violência e fecha os olhos a criminosos que militam nestes Grupos organizados limita-se ao silêncio, ou a uma censura censurável.

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Pedro Silva

"É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida." (Salvador Dalí) Crítico, opinativo e com mente aberta. É isto que caracteriza um Cronista.

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