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A adopção.

Foi necessário quase um século para que, nos países da Europa e sociedades com modelos ocidentalizados, o direito das mulheres ao voto fosse consagrado. Data de 1893 essa conquista para a Nova Zelândia. Portugal viria a permitir o sufrágio sem restrições de género apenas em 1969. Daí não me estranhar que leis como a da adopção por casais do mesmo género não sejam facilmente aprovadas, como mais uma vez sucedeu ontem na nobre A.R. portuguesa.

É já amplo o conhecimento de que estudos de várias instituições médicas indicam que o género dos pais não é relevante para o desenvolvimento das crianças. Tal pode ler-se na APA – American Psychology Association. Sabemos também que até o Papa refere que a Igreja tem de acolher estas famílias, porque são iguais e não devem ser excluídas. Ouvimos reformados, em programas de antena aberta, que acedem à ideia de famílias com pais do mesmo género. Perguntamos então: o que é que falta para ser aprovada esta lei, quando a Constituição da Republica portuguesa refere, no artigo 13º , a igualdade de todos os cidadãos?

Num destes programas da tarde, uma senhora de 66 anos, mãe e avó, dos seus e de outros adoptados e acolhidos, com mais experiência com crianças do que qualquer um dos deputados e deputadas, dizia e bem que os pequenos precisam é de amor e de um lar feliz. Algo que não se encontra em muitos dos lares portugueses, com pais de géneros diferentes.

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Ricardo Jorge

Lisboa, 1978. Licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Lisboa, estudou também Design e Ensino das Artes. Paralelamente a estas áreas desenvolve trabalho em Ilustração e Desenho com exposições regulares em Portugal.

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