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2016: Conexões do Tarot para os Signos

Os primeiros dias de cada ano definem em muito a energia dos seus meses, desse conjunto de oportunidades que temos, em cada um dos seus dias, de transformar as nossas vidas, de buscar a felicidade e trazer mais amor às nossas vidas. 2016 já se iniciou e promete trazer-nos muitos desafios. No entanto, cada desafio é um degrau que nos faz chegar mais longe e mais alto, e subir cada um deles significa superar os desafios que o Universo nos apresenta, assumindo a responsabilidade dos nossos caminhos e compreendendo que tudo o que vivemos não é mais do que o resultado de um plano maior, também traçado por nós, para a nossa evolução e crescimento, que cada situação que temos nas nossas vidas é o resultado de uma semente plantada no nosso passado, que precisamos de aceitar e respeitar.

É neste sentido que as Conexões para a energia dos Signos trazem-nos, em conjunto com a energia do Tarot, mensagens, orientações e ideias para as doze dimensões do Ser que estão sempre a operar connosco. Através destas conexões, poderão ver a mensagem quer para o Signo Solar (o “nosso” signo), quer para o Signo Ascendente (se for diferente), e compreender ainda melhor o trabalho a fazer durante este ano! A força energética do novo ano pede também um trabalho diferente e, por isso, este ano, as conexões trazem uma novidade, e cada um dos signos, para o ano, terá uma orientação conjunta de um Arcano Maior e de um Arcano Menor, que trarão a dimensão completa do desafio que é proposto durante os 366 dias de 2016.

 

2016

18-A-LuaO novo ano que já se iniciou será um ano muito forte em termos energéticos, com um forte desafio, o de olharmos para nós e encararmos os nossos desafios. 2016 será um ano de energia 9, em termos de numerologia, e é por isso muito interessante que o Tarot nos traga a energia da Lua e do 3 de Ouros como mensagem global para trabalharmos durante este ano. Sendo um ano de energia 9, ligada à carta do Eremita, a carta 18 (que somada dá também 9), manifestada pela Lua, traz-nos um desafio de profunda aprendizagem para este ano, que não será certamente um desafio fácil, é um facto, mas que nos fará crescer, e muito, se assim quisermos, algo que nos é também reforçado pelo 3 de Ouros, magnífica carta dos Arcanos Menores. Nem sempre o Universo nos traz desafios simples ou ligeiros, e a realidade é que os últimos anos, assim como os próximos, nos trazem muitos mais questões difíceis do que propriamente facilidades, mas é preciso compreendermos que o tempo que vivemos é de evolução com vista à ascensão, uma profunda transformação de consciência que só se materializa com a quebra e dissolução de muitas das questões que, nas últimas centenas de anos, reforçaram os egos e fizeram-nos esquecer que somos seres de Amor. Para tomarmos esta consciência é preciso vermos para além do que é visível e acedermos ao que mais profundo existe em nós. É verdade que tal passo nos leva a entrarmos nas questões mais densas do nosso inconsciente, revelando os nossos mais intensos medos e receios, mas é preciso compreender também que é encarando-os e reconhecendo-os que ultrapassamos um enorme portal de consciência, crescemos e evoluímos, diminuindo mais um pouco da dualidade à qual a existência terrena parecia nos ter condenado. Encarar os nossos medos e predispormo-nos a ultrapassá-los é ver a nossa vida na mais sublime dimensão e, dessa forma, aprendermos connosco mesmos, com a nossa essência, com a nossa alma. Durante este ano seremos chamados a encarar o nosso lado mais interior, a revelar a profundeza da nossa alma, a compreender e aprender com a nossa própria sombra, de forma a não continuarmos a vê-la como uma ameaça ou como algo que queremos eliminar, mas sim como o enorme mestre interior que existe em cada um de nós e com o qual só podemos crescer e aprender quando nos entregamos ao que ele nos solicita, aos desafios que nos apresenta, à lição que a experiência nos traz, à capacidade de cairmos para nos levantarmos de novo. Se a tal nos comprometermos, connosco mesmos, viveremos cada desafio deste ano iluminados pela mais importante luz, a da nossa força, a da nossa fé, a da nossa consciência.

Carneiro

05-O-PapaCom Úrano ainda a transitar pelo nosso signo, há muito trabalho a fazer dentro de nós, algo que será acentuado quando Júpiter, a partir de Setembro, começar a fazer oposição à nossa energia. Sabemos que à escuridão da noite cerrada segue-se a luz radiosa do dia e é também nesse sentido que iremos viver este ano, continuando a quebrar as nossas barreiras, as nossas máscaras e armaduras, para continuar a revelar o que de mais valioso e belo existe em nós. No entanto, para o podermos fazer, precisamos de aceitar, sem mágoa ou dor, o caminho que nós próprios escolhemos, limpando o nosso coração e permitindo-nos ver que há algo muito mais importante que espera por nós. Essa é a mensagem que o Papa e o 5 de Copas nos trazem para este novo ano, pedindo-nos que compreendamos e aceitemos que a vida é composta de trilhos, e que esses mesmos caminhos são reflexo das nossas escolhas, até mesmo aqueles mais improváveis. Muitas vezes, perante as situações, ocupamos demasiado do nosso tempo a questionar os porquês, a tentar entender todos os pormenores e a encontrar justificações para o que se passa nas nossas vidas. No entanto, o Papa pede-nos para vivermos, primeiro e acima de tudo, a aceitação dessas mesmas questões, pois, muitas vezes, antes ainda de obtermos as devidas respostas às nossas perguntas, precisamos de integrar toda a sua aprendizagem no nosso caminho e fazer as devidas transformações. Tal não é possível quando temos a mente ocupada de perguntas para as quais não conseguimos resposta, tão simplesmente, porque não estamos preparados para elas. Por muitas perguntas que possamos ter em nós durante este ano, agora é o tempo de aceitar que a vida nos coloca no trilho certo em todos os momentos, que o Universo nos dá, não o que nós pretendemos, mas sim o que precisamos para poder crescer e evoluir. Se tivermos em nós esta consciência profunda, a aceitação de todas as questões, nomeadamente das mais difíceis e desafiadoras, torna-se mais simples e potencia uma transformação muito superior nas nossas vidas. É preciso também compreender que aceitar não é baixar os braços e rendermo-nos, subjugarmo-nos seja ao que for, mas sim compreender que há para cada semente plantada há frutos que se colhem e que tudo o que vivemos nada mais é do que o resultado da aplicada dessa velha lei do Universo. Se é fácil entender isso para situações mais simples, há outras, nomeadamente as mais difíceis e dolorosas, cuja aceitação é bem mais complexa. Por isso é que, para a nossa energia tão acelerada e, muitas vezes, intempestiva, o desafio que o Tarot nos traz para 2016 é tão difícil. É preciso olhar para todas essas questões dolorosas e difíceis, para os grandes desafios que a vida nos coloca, e libertarmo-nos dessa mesma dor, libertando-nos, ao mesmo tempo, do foco que tantas vezes fazemos sobre os problemas, sobre as perdas, sobre o sofrimento. Quando ficamos presos à dor e a transformamos em sofrimento, escolhemos a vivência de um caminho duro e negro, de mágoa e coração dilacerado. Por isso, o que nos é pedido é que saibamos aceitar e integrar todas essas situações mais dolorosas, permitindo-nos ver que a vida tem muito mais reservado para nós, bastando para isso que larguemos esse padrão, que nada mais é do que medo e controlo, e nos entreguemos ao caminho que escolhemos, enquanto alma, para trilhar na Terra, um caminho de Luz, de sucesso e de beleza, um caminho divino. Não nos esqueçamos que a dor permite-nos crescer, mas que o sofrimento apenas nos afunda em mágoa, medo e raiva, e que esse mesmo sofrimento é sempre, apenas e unicamente, uma escolha de vida que fazemos em cada momento.

Touro

06-Os-EnamoradosReconhecer e respeitar a nossa própria essência é o primeiro passo para viver em sintonia com o nosso Eu. Para o fazermos, precisamos de dar voz ao nosso coração e deixar que a nossa alma fale, mostrando-nos o caminho e permitindo-nos assumir a nossa verdadeira força. Para a nossa energia de Touro, por vezes tão prática e ligada ao concreto e material, o desafio que o Tarot nos traz, através das cartas dos Enamorados e do Cavaleiro de Copas, é o de abrir o nosso coração em cada momento das nossas vidas e sabermos respeitar, sem ilusões nem excessos, a nossa verdadeira natureza. Cada passo que damos é uma escolha que fazemos nas nossas vidas, e este ano o nosso caminho será repleto de escolhas e decisões que nunca poderemos deixar de lado, sob pena de perdermos a oportunidade de, em cada dia mais, nos libertarmos do que sentimos que ainda nos está a aprisionar. O primeiro passo é precisamente esse, o de tomarmos consciência do que ainda nos impede de avançar e, para isso, precisamos de abrir o nosso coração e largar dos controlos que tantas vezes temos necessidade de manter nas nossas vidas, criados pelo medo de que as coisas não funcionem da forma como achamos que elas têm de ocorrer. Uma das grandes aprendizagens que necessitamos de fazer na vida é a de entender que, quando estamos em sintonia com a nossa própria essência, quando abrimos o nosso coração e permitimos que seja ele a indicar-nos o caminho, não precisamos de controlar nada. O nosso coração é a bússola mais apurada que podemos ter para nos indicar e orientar nos nossos caminhos e é dele que devemos cuidar nestes tempos que vivemos. Olhemos mais atentamente para dentro de nós durante estes meses e compreendamos que valores estão a reger as nossas vidas, sob que pressupostos estamos a dar os passos no nosso caminho. Quando reconhecemos o nosso próprio valor, quando largamos as ilusões e deixamos de viver no alto de uma imagem que criamos de e para nós, sobre todas as coisas, criando expectativas e idealizações, então somos capazes de tomar as decisões mais correctas, as que nos mantêm no caminho que, antes de vir à Terra, definimos para podermos crescer e evoluir. A necessidade de controlar todos os factores é um reflexo de falta de segurança em nós mesmos, em quem somos e no nosso caminho, de medo de perder o que, achamos, dá-nos estabilidade, tão simplesmente porque estamos a dar mais força ao racional, normalmente mais associado ao pragmatismo, tão clássico dos signos do elemento Terra. No entanto, o que necessitamos de viver é o domínio das nossas próprias vidas, e dominar é saber que cada escolha que fazemos no nosso caminho tem de ser orientada pelo nosso coração, pois só seremos verdadeiramente felizes se nos sentirmos plenos e em harmonia com o nosso propósito de vida, e que, quando assim não o sentimos, então é sinal que está na hora de fazer novas escolhas. Por muito difíceis que sejam as escolhas que tenhamos de fazer, e este ano teremos, certamente, algumas, temos de nos recordar que só podem ser tomadas com o coração, sem influência do nosso ego, com a força interior que apenas o coração nos pode mostrar que existe em nós. É dessa forma que traremos e amplificaremos o mais importante amor às nossas vidas, o que temos e nutrimos por nós mesmos, o que nos traz a maior segurança que poderemos sentir, que nos mostra que, independentemente do caminho que trilhemos, quando é o amor quem nos rege, tudo o que até nós precisa de chegar encontra caminho, tudo o que precisamos de compreender se revela à nossa frente.

Gémeos

09-O-EremitaCom Saturno durante todo o ano a fazer oposição à energia de Gémeos, os desafios que são esperados são mais que muitos e, por isso, é muito natural que este seja o signo com uma das mensagens mais intensas para este ano. Num ano com energia 9, ligada ao Eremita, é precisamente esta a carta que nos irá orientar durante este forte ano, à qual se junta outra desafiadora energia, a do 2 de Espadas. Não há tempo a perder, é necessário que em cada dia tenhamos a consciência de cada uma das decisões tomadas e dos caminhos que estamos a percorrer, e tal só é possível quando estamos em conexão com a nossa essência, quando sabemos perfeitamente quem somos e quem pretendemos ser, quando estamos dispostos a olhar profundamente para dentro de nós e ver as várias facetas do nosso ser e os vários trabalhos que temos pela frente. Esse trabalho de olharmos para dentro de nós será uma das mais duras, mas também mais poderosas e enriquecedoras tarefas deste ano, que apenas a nós nos compete, que apenas por nós poderemos fazer. Não pensemos, no entanto, que este será mais um trabalho da mente racional, pois tal seria fácil e simples para nós, já tão naturalmente mentais. O grande desafio de olharmos para dentro de nós tem um intuito profundo, o de nos ultrapassarmos a nós mesmos, de nos libertarmos das prisões que ainda nos envolvem e ganharmos verdadeiras asas para podermos voar. Tal só é possível quando enfrentamos os nossos fantasmas e nos confrontamos com as nossas maiores inseguranças, nomeadamente as que se referem a lidar com as nossas emoções. Quando vivemos de forma tão mental, na dispersão da nossa curiosidade, dos nossos pensamentos e das inúmeras temáticas sobre as quais nos debruçamos constantemente, caminhamos por estradas sem fim e encontramos muitas portas que esperam uma chave para serem abertas. De forma mais concreta, isto significa que no nosso deambular mental, interessamo-nos por muitas coisas, descobrimos muitos potenciais, desenvolvemos muitas ideias, mas o medo de nos comprometermos com algo e, dessa forma, não conseguirmos focar a nossa atenção em tantas outras questões que nos chamam a atenção, bloqueia uma grande parte do que poderíamos atingir, esquecendo-nos também que tudo tem o seu processo, que embora desejemos muitas vezes rapidez e respostas imediatas, é também o próprio processo, o percurso de descoberta que ele nos proporciona, que nos estimula. É preciso percebermos que as chaves das tais portas só podem ser encontradas quando conseguirmos conciliar razão e emoção, cabeça e coração, quando não temos medo do compromisso de nos dedicarmos e seguirmos aquele que é, verdadeiramente, o nosso caminho. Apenas olhando para a nossa essência e ouvindo o nosso coração é que conseguiremos encontrar esse mesmo caminho, pois é ele que nos irá fazer sentir, que nos vai orientar e mostrar o propósito que viemos desenvolver na nossa vida. Quando nos conhecemos, da forma como o Eremita nos solicita, abraçando também o desafio de vermos as nossas sombras e enfrentarmos as nossas barreiras, compreendemos que nascemos com todas as capacidades que necessitamos, mas que elas precisam de ser maturadas. Dessa forma, podemos também entender que toda a complexidade mental que existe em nós tem também um enorme propósito, que aprender a vivê-la implica deixarmos de olhar apenas para o que temos, para o que nos pareceu tão difícil de construir, mas que hoje já não nos traz felicidade nem compleição, já não nos aquece o coração. Há um mundo de possibilidades ao nosso alcance, que só podemos agarrar se abrirmos o nosso coração e reconhecermos o ser divino que somos, sem medo nem pressa, em plena confiança no propósito do caminho que traçámos.

Caranguejo

14-A-TemperançaHá um tempo para limpar e transformar e há também um tempo onde é preciso rever e reequilibrar, compensar o esforço feito e a energia despendida, curar as feridas e compreender onde estamos e para onde nos queremos dirigir. Sem dúvida que os tempos que deixámos para trás, nomeadamente o último ano, pediram-nos grandes esforços, conduziram-nos a muitas mudanças, mas agora é o momento de recolhermos as aprendizagens de todo este percurso e trazer um pouco mais de paz e harmonia às nossas vidas, aos nossos corações, reconhecendo, definitivamente, o nosso próprio valor, as nossas qualidades e as nossas capacidades. A Temperança e o Rei de Ouros, as duas cartas que nos irão orientar neste novo ano, parecem, muitas vezes, possuidoras de energias contraditórias, mas a realidade é que o seu trabalho conjunto pode ser muito poderoso para este novo ciclo. Cada caminho que percorremos traz-nos desafios e, muitas vezes, na ânsia de chegarmos à meta, ao nosso objectivo, vivemos tudo tão intensamente que deixamos muitas das aprendizagens passarem-nos ao lado. Um percurso torna-se infrutífero se dele não retirarmos o seu propósito maior, que nunca está na meta, mas sempre em cada passo que damos. Quando algo é trabalhado, qual um tema é transformado na nossa vida, ele liberta uma energia que precisa de ser reintegrada em nós, como se, alquimicamente, ela se transmutasse em algo mais sublime e, de passo em passo, de aprendizagem em aprendizagem, vamos elevando a nossa energia até a um ponto de subtileza que nos leva a uma verdadeira mestria e ascensão. A grande questão é que, tantas vezes, vivemos focados num objectivo que nem sequer vamos integrando as devidas lições do caminho. Outras tantas, essas mesmas lições são colocadas deliberadamente de lado pelos nossos medos, pelo nosso Ego que não tem muito interesse em que nos desapeguemos do controlo e das nossas defesas. Tempos mais tarde, relembramo-nos desse caminho e no nosso coração fica o vazio desse mesmo tempo que não percorremos como poderíamos ou como seria desejável. Por isso, a mensagem que este ano o Tarot nos traz pede-nos um pouco de calma e de ponderação no nosso percurso. Uma semente plantada leva o seu tempo a dar flor e fruto, e tudo o que está no meio é tanto ou mais importante, pois sem o devido cuidado, sem o trabalho sobre a terra e sobre o crescimento da planta, nunca conseguiremos atingir o tão esperado resultado. Agora é tempo de olharmos para o caminho percorrido e tirar as devidas conclusões, é preciso assumirmos essa necessidade em nós e compreender que tudo leva o seu tempo e que todos os cortes que fizemos até agora são a energia que, transformada, alimenta as sementes que, entretanto, plantámos no nosso coração. É necessário também olhar para essas mesmas sementes e compreender se o que colocámos na sementeira da nossa vida é realmente o que pretendemos que cresça ou se é apenas o resultado da nossa ansiedade, dos nossos medos, das necessidades do nosso ego. No fundo, o que nos é pedido neste novo ano é que olhemos para dentro de nós, para as questões que sabemos ainda necessitarem de trabalho e, com compromisso e determinação, subamos mais uns degraus dentro de nós para que, dessa forma, possamos reconhecer e fundar mais fortemente o nosso poder pessoal. Para isso, é preciso que façamos um trabalho de profunda humildade, libertando-nos das amarras do nosso ego e reconhecendo o percurso que temos feito, as capacidades que temos dentro de nós e que precisamos de desenvolver antes de querer obter resultados mais elevados. Recordemo-nos que o caminho faz-se em cada passo que damos e este ano, sem dúvida, iremos ser confrontados com esse facto nas nossas vidas, e nada poderemos fazer para o contornar.

Leão

13-A-MorteA energia de Leão tem um dos mais difíceis desafios do ano, com a necessidade de transformar muitas das questões que nos últimos tempos nos têm sido mostradas. A Morte e o 4 de Espadas, as cartas cujas energias nos vão orientar durante os próximos meses, são, em conjunto, uma força poderosa de mudança de consciência e de transformação das nossas vidas, só precisamos de buscar dentro de nós essa mesma determinação e força para poder fazer cumprir o nosso próprio caminho. Muitos ajustamentos e mudanças nos têm sido solicitados e tudo o que, neste momento, necessitamos de transformar em nós, já nos foi mostrado. No entanto, não é continuando a olhar para fora de nós, a ver o que estamos ou não estamos a conseguir materializar, a dar importância ao que é verdadeiramente supérfluo, como a imagem, o estatuto, o que os outros pensam ou dizem, que iremos conseguir mudar as nossas vidas. É tempo de olharmos para dentro de nós, compreendermos que mais importante que o que os outros vêem é o que nós vemos em nós mesmos, a consciência de quem somos e do nosso caminho. É preciso questionarmo-nos sobre os passos que temos dado, se sentimos que estamos, ou não, a cumprir o nosso propósito, se nos sentimos felizes com o percurso que temos feito, se gostamos de quem nos estamos a tornar, se amamos, se nos permitimos ser amados, se lutamos ou baixamos os braços. Só dessa forma poderemos compreender em que ponto estamos nas nossas vidas e o que precisamos de transformar. Para tomarmos essa consciência, é preciso, por um lado, libertarmo-nos das questões do nosso ego, das necessidades de controlo, da importância que damos ao que, na verdade, não tem qualquer relevância para a nossa caminhada. Se continuarmos a dar mais força ao ego, dificilmente conseguiremos libertar o brilho que existe dentro de nós, tão somente porque viveremos continuamente presos no medo, na dúvida, na ansiedade. Por outro lado, é também importante ouvir o nosso Eu, e, para tal, é preciso descobrir o silêncio dentro de nós, aquele que nos permite escutar o que a nossa alma nos transmite, o que o nosso coração nos pede. Neste ano, embora a tarefa não seja fácil, é preciso cortar as amarras que ainda nos prendem, os medos, os apegos, e tal só é possível quando nos permitimos ouvir a nós mesmos, largar as infinitas defesas e barreiras que colocamos à nossa volta e nos permitimos sentir. Embora nos sintamos um pouco mais mentais do que o habitual, é importante compreendermos que a mente, quando focado num propósito, pode ser uma das mais poderosas ferramentas que temos ao nosso dispor. No entanto, quando não cuidamos da mente e dos nossos pensamentos, quando damos ouvidos a tudo e todos, sem ter a nossa consciência como filtro, acabamos por nos perder, agindo não por nós, mas sim pelo que nos transmitem, não tendo, assim, os resultados que pretendíamos. A mudança que nos é pedida, a transformação que nos está a ser tão fortemente exigida, só pode ser feita em sintonia com quem verdadeiramente somos, só pode ser orientada pelo nosso coração, mas com o perfeito auxílio do poder da nossa mente. Não podemos continuar a ter medo de deixar morrer o nosso velho Eu, do ego e dos apegos, pois só dessa forma conseguiremos renascer para a nossa essência, encontrando a felicidade que tanto andamos à procura. É tempo de parar e ouvir o que o nosso coração tem a dizer, em todas as áreas da nossa vida, pois só dessa forma seremos capazes de, verdadeiramente, encontrar a real e verdadeira alegria que existe dentro de nós.

Virgem

00-O-LoucoDepois de todos os desafios que temos vivido nos últimos anos, com todas as mudanças e solicitações, chegou o momento de nos libertarmos dos medos e dos receios, das dúvidas e da nossa clássica ansiedade, e dar um passo em frente, um verdadeiro salto de fé que, com certeza, nos mostrará caminhos que raramente imaginámos que poderiam estar ao nosso alcance. A energia que nos irá orientar durante este ano, com as cartas O Louco e o 3 de Paus a trazerem-nos a sua mensagem, será de aproveitar o momento de expansão que nos está a ser proporcionado, permitirmo-nos abrir as nossas asas e voar. Tudo o que temos vivido tem-nos mostrado muitas coisas sobre nós mesmos e sobre o caminho que queremos fazer. Tem também sido a nossa determinação e vontade que nos têm feito ultrapassar os inúmeros obstáculos que a nossa caminhada nos tem trazido. São as maiores provações que melhor nos permitem revelar os nossos dons e capacidades, fazendo-nos sentir o grande propósito da nossa existência na Terra sob a energia deste signo. A grande questão é que, dentro de nós, continuam a existir as dúvidas e os medos, a necessidade de dar passos seguros, que tudo esteja no sítio certo e na hora exacta, pois, se errarmos, iremos criticar-nos severamente e colocar todo o nosso caminho em causa. No entanto, o que nos será pedido neste ano é que saibamos encarar a vida com um olhar diferente, com a confiança que só temos quando nos entregamos, inteiramente, a um propósito que acreditamos, a uma missão maior, quando sabemos libertar-nos de todas as prisões, todas as amarras, compreendendo que maior parte delas foi, e é, inteiramente criada por nós mesmos. Um salto de fé como o que nos está a ser pedido implica que tenhamos presente em nós mesmos essa mesma confiança profunda, esse acreditar que de cego nada tem, muito pelo contrário. A fé é uma consciência profunda de nós mesmos, que nos permite olhar para dentro de nós e descobrir que no nosso coração existe uma centelha divina que provém da força criadora de todo o Universo. Libertá-la e descobrir o nosso potencial é apenas possível quando somos capazes de aceder à nossa essência e entregarmo-nos ao caminho que, sabemos, nos irá trazer felicidade, harmonia e um coração pleno de amor. No entanto, é preciso também ter atenção que, para que este ano seja de muitas e fortes realizações, é necessário manter no nosso coração uma das mais profundas e fortes qualidades que naturalmente existem em nós, a humildade de olharmos para dentro de nós e compreendermos que tudo o que fazemos tem um propósito e que cumpri-lo é viver em cada dia, sem expectativas de futuro que nos bloqueiam e impedem de, verdadeiramente, avançar. Cada passo que dermos neste ano tem de ser com vista a trabalharmos o momento presente, o nosso agora, com fé e determinação, compreendendo que o grande propósito do nosso caminho está desenhado e planificado dentro de nós e que tal nos é mostrado quando abrimos o nosso coração, quando olhamos a nossa vida e o nosso trilho, não com os olhos físicos, mas sim com o olhar da nossa alma, que nos mostra, em cada momento, a verdade sobre nós mesmos. Se não formos capazes de abrir o nosso coração e mandar abaixo as barreiras da dúvida, da crítica e da necessidade de perfeição, então sentiremos em cada dia deste ano a inconstância e a falta de chão, que nos levará a um grande desequilíbrio. No entanto, é preciso ver que este não é um momento de controlo nem restrição, mas sim de arriscar entrar nas zonas mais escuras do nosso ser para descobrir o que podemos de lá extrair. Se olharmos o nosso coração como uma bússola e todo o conhecimento e aprendizagem que fizemos nestes últimos anos como os nossos grandes orientadores, então teremos a certeza que iremos abrir os nossos horizontes e revelar em nós o que tanto temos procurado.

Balança

08-A-ForçaOs últimos tempos têm-nos trazido diversos desafios e provações, que temos enfrentado e deles tirado as devidas lições e aprendizagens. Nem tudo foram espinhos, também nem tudo foram rosas, mas, como sempre, em cada experiência vivida há algo a retirar e a compreender sobre nós mesmos e sobre o nosso caminho. Agora, neste ano em que Júpiter, no segundo semestre, vai trazer as suas bênçãos sobre a nossa energia, é tempo de mergulhar dentro de nós, descobrir e revelar a nossa força interior para procurarmos a nossa verdadeira felicidade. É um facto que ainda teremos muito a trabalhar e a resolver, até porque não podemos apagar o passado, nem quereríamos certamente. Tudo o que vivemos teve um propósito e é quando o assumimos e compreendemos, quando tomamos nas nossas mãos a responsabilidade de cada vivência, que somos capazes de encarar cada obstáculo e superá-lo. A Força e o 6 de Espadas, as cartas que estarão a trabalhar sobre a nossa energia neste ano, lembram-nos que, por muitos desafios que tenhamos tido, se olharmos bem, vamos compreender que o pior já passou, que já não estamos no olho do furacão, mas que muitas coisas foram destruídas, muitas estruturas ruíram e que, neste momento, há que reencontrar a nossa essência, a nossa verdade, sempre com foco no que pretendemos para nós. Olhemos para o caminho que temos feito e compreendamos que muitas das estruturas que achávamos, até há bem pouco tempo, perfeitas, na verdade, mostraram-se frágeis e desajustadas, quebrando-se à frente dos nossos olhos e deixando-nos um pouco perdidos. No entanto, precisamos também, para poder retirar de toda essa vivência, as devidas ilações, de olhar o que nos trouxe até este ponto, de compreender as escolhas e os caminhos que fizemos, a vivência mais focada nos outros do que em nós mesmos que, na verdade, é apenas mais uma forma de dar força ao ego, assim como a própria importância que demos às questões que, na verdade, não eram, e não são, relevantes para nós. É tempo de seguir em frente, assumindo a responsabilidade ainda maior do caminho que, agora, sabemos ser o nosso, deixando para trás a dor e o sofrimento, compreendendo que é precisa muita coragem para assumir os caminhos e ainda mais coragem para escolher novos trilhos. Coragem, força e determinação serão, sem dúvida, as palavras de ordem para este novo ano, pois só seguindo essa mesma energia, sem arrogância ou egocentrismos, mas sempre com humildade e entrega, conseguiremos trazer até nós tudo o que realmente queremos para as nossas vidas. Nunca nos podemos esquecer que a maior beleza que algum dia encontraremos não reside em nada exterior nem em coisas do mundo material, mas sim no que está dentro de nós, do nosso coração, e apenas quando acreditamos em nós mesmos, sem duvidarmos da nossa capacidade de sermos melhores e mais fortes, somos capazes de acender a magnífica chama da nossa centelha divina e trazer ao mundo os nossos dons e capacidades. Por isso, é tempo também de largar os hábitos, as regras e os padrões, é tempo de nos libertarmos das nossas amarras, e tal só é possível quando acreditamos em nós de forma absoluta, quando temos dentro do nosso coração uma fé inabalável, que nos sustenta e nos guia, e é também essa mesma fé que nos irá ser pedida durante este ano. Não deixemos para outro tempo o que neste podemos e devemos fazer, não nos escondamos na sombra das nossas dúvidas e medos, pelo contrário, assumamos a nossa beleza, a nossa força, a nossa energia e percorramos o caminho que escolhemos para esta vida.

Escorpião

21-O-MundoApós o turbilhão que Saturno criou quando passou pelo nosso signo, o ano que passou serviu, principalmente, para rever muitas das questões que nos anos anteriores vieram ao de cima, que tomámos consciência, que vimos à nossa frente. Com esse trabalho, muitas lições nos foram dadas e tivemos de decidir qual o rumo que iríamos tomar na nossa caminhada. Tornar essas lições em aprendizagens e permitir que elas definam um novo Eu, que imprimam um novo ritmo para as nossas vidas, é a tarefa que este ano nos apresenta com a energia o Mundo e do Cavaleiro de Paus a regerem o nosso caminho nestes próximos meses. Não é possível fechar um ciclo nas nossas vidas sem integrar todas as aprendizagens desse mesmo percurso, sem compreender o que os degraus dessa escada nos trouxeram. Agora, depois de tantos processos vividos e de tanto caminho percorrido, é tempo de chegar ao topo deste lance e olhar para trás, ver cada degrau que subimos e entender tudo o que, na verdade vivemos. A vida não para e só depende de nós alinharmo-nos com o percurso que nós próprios escolhemos para evoluirmos e crescermos. Olhemos para tudo o que vivemos e compreendamos que tudo teve um propósito, que nada foi obra do acaso, mas sim o resultado de escolhas e decisões, de uma constante vivência da mais simples lei do Universo, a que nos mostra que tudo o que recebemos é reflexo de tudo o que damos. Por isso, agora é tempo de assumir a responsabilidade, não só do que temos e vivemos, mas, principalmente, de tudo o que temos à nossa frente, no nosso caminho, não só como potencial, mas também como enormes dons que estão dentro de nós, à espera de serem revelados, assumidos e trabalhados. Quando somos capazes de olhar para nós nesta perspectiva, somos também capazes de revelar a nossa essência, de fazer cumprir o nosso propósito de vida, e transformar essa descoberta na energia que alimenta o motor da nossa constante transformação e renascimento que faz parte do percurso que escolhemos. Uma das maiores aprendizagens que temos a fazer é a de respeitar a nossa própria natureza, a de compreender que não há nada que façamos melhor do que morrer para renascer, transformar a sombra em luz e fazer desse trabalho constante a nossa força de impulso, de profunda vida. Fecharmos um ciclo e criar a energia necessária para gerar um novo, como nos estará a ser pedido neste ano, implica libertarmo-nos do que ainda nos prende, dos medos e dúvidas, das questões que nos bloqueiam o caminho, sejam elas de que natureza for, mas, acima de tudo, implica ter a coragem de sermos nós mesmos, de assumirmos a nossa individualidade, a nossa personalidade, o que nos torna únicos, a nossa verdadeira essência. Sem isso, continuamos a ser uma réplica de outros, uma pequena amostra de tudo o que podemos ser. Quando mergulhamos dentro de nós e revelamos a nossa essência, então sim, somos capazes de dominar cada traço do nosso caminho, sem deturparmos a nossa energia em controlo, ciúme e manipulação, mas sim vivendo em profundo e constante desapego, entrega e dedicação.

Sagitário

04-O-ImperadorCom a definitiva entrada de Saturno no nosso signo durante o ano que passou, agora é tempo de saber ajustar esta energia, tão diferente da que naturalmente é a nossa, e extrair dela, e de nós mesmos, o melhor que podermos e conseguirmos. Ainda há muito percurso pela frente e, por isso, este ano o que nos será pedido é um trabalho forte, intenso, mas muito importante, que poderá gerar muitos frutos. O Imperador e o Ás de Ouros são duas cartas que trazem bons augúrios para o nosso ano, mas não teremos a vida facilitada, pois embora sejam muito positivas, elas lembram-nos de um potencial que tem vindo a ser trabalhado, de uma garra e de uma determinação que têm vindo a ser reveladas e que, neste momento, serão cruciais para que possamos avançar. Sem dúvida que, à nossa frente, está um enorme caminho de realização e concretização, que cabe a nós mesmos querer agarrar e aproveitar. Para o podermos fazer, temos de encontrar dentro de nós a força que tantos nos dizem que existe, que em alguns momentos nestes últimos anos vimos, mas que, às vezes, teima em fugir. É verdade que este é o signo da fé, mas a verdadeira fé provém de um coração que se abre para uma vivência, que rompe as barreiras, não de uma forma irreflectida ou imatura, mas sim com a consciência de quem somos e do que temos para dar. A chave do sucesso que tanto procuramos está dentro de nós mesmos e reside, tão simplesmente, na força de acreditarmos em nós, de termos a consciência do nosso caminho, de nos entregarmos à grande aprendizagem que cada caminho traz às nossas vidas. É tempo de tomarmos as rédeas do nosso percurso, de compreendermos que só dominamos o nosso destino quando sabemos quem somos, qual o nosso propósito e onde pretendemos chegar, e isso é feito com determinação e força, sem controlos desnecessários nem manipulações. Embora, naturalmente, gostemos de nos expandir e crescer, este ano é-nos lembrado que tal só pode acontecer com regras, ordem e organização, pois nenhum império se fez com actos irreflectidos, mas sim com uma forte estratégia, algo que só é possível de fazer quando sabemos bem quais as nossas capacidades, quais os nossos dons, quais os nossos potenciais. Nós somos os grandes Imperadores das nossas vidas e o primeiro território que precisamos de conquistar é aquele que reside dentro de nós. Para o fazermos, precisamos de saber e definir bem o rumo que pretendemos dar às nossas vidas, sem pressas, é verdade, mas também sem um excessivo planeamento. Se já sabemos onde queremos chegar, então é tempo de darmos passos mais fortes, mais determinados, com confiança e entrega, sem receio dos resultados, mas sim aceitando o que o Universo nos traz. Há um lado divino na conquista das nossas capacidades, que muitos chamam de sorte ou azar, mas que devemos olhar como uma sabedoria superior, que nos mostra, se assim estivermos disponíveis para ver, o que realmente precisamos para crescer e evoluir. Quando nos mantemos focados em nós mesmos, dando os passos que precisamos de dar, então, certamente, o Universo vai-nos mostrar tudo o que é importante que vejamos, tudo o que precisamos de trabalhar, se assim quisermos, para podermos materializar e solidificar uma nova estrutura, uma nova realidade e um novo caminho para as nossas vidas.

Capricórnio

20-O-JulgamentoOs últimos anos, sem dúvida, não têm sido calmos, com a passagem de Plutão pela nossa energia, trazendo o seu trabalho profundo de resgate da nossa essência, e este também não promete ser uma calma passagem pela vida. Pelo contrário, com Plutão a transitar nos graus centrais do nosso signo, agora é o tempo de, em definitivo, assumir o nosso caminho e transformar a nossa vida. O Julgamento e a Rainha de Espadas, como as cartas que nos irão guiar e orientar durante estes próximos meses, não nos trazem um desafio fácil, mas o que nos solicitam é essencial para que possamos evoluir e reencontrar a essência do nosso Eu. Olhemos profundamente para dentro de nós, com foco, calma e serenidade, de forma a podermos ver e ouvir de forma clara o que nos está a ser pedido. Há um chamado profundo, dentro do nosso ser, do qual temos tido alguma percepção, mas que só conseguiremos realmente entender se formos capazes de parar e olhar para o percurso que temos feito, para a enorme montanha que temos vindo a subir, para todos os obstáculos que ultrapassámos, para todas as dificuldades que se puseram no nosso caminho, e compreender o propósito das suas vivências, assim como a forma como as superámos. É preciso confrontar-nos com a consciência das nossas verdadeiras motivações, com o que realmente nos tem feito caminhar, e perceber se é esse o alimento que queremos dar à nossa alma. Se for a pura ambição por vitória ou reconhecimento, por mostrar ao mundo do que somos capazes, por questões do nosso próprio ego e das nossas carências, então dificilmente conseguiremos subir muito mais, pois o nosso verdadeiro poder não reside nessa energia, tão tridimensional e terrena, mas sim em algo muito mais sublime e profundo. O que estas energias nos vêm pedir para este ano é que saibamos encontrar dentro do nosso coração a força e a verdadeira motivação para fazermos o nosso caminho. O tempo não é só de aprendizagem, é também de escolha, pois, na verdade, maior parte das lições que precisávamos, já estão vividas, e agora o que nos é pedido é que as saibamos aplicar, como se os próximos tempos fossem uma espécie de exame ao qual a vida nos vai colocar, com correcção e resultados imediatos. É preciso também compreender que a energia de foco mental, a tal frieza que tanto nos é característica na tomada de decisões e na execução das mesmas, não tem de ser vivida dessa tradicional forma, e que tal só acontece porque dentro de nós existem profundas inseguranças. No entanto, se focarmos a nossa mente, sim, mas na nossa força interior, então vamos compreender que, quando ela está em sintonia com o nosso coração, e quando o ouvimos e respeitamos, reconhecendo nele a grande bússola que nos orienta no nosso caminho, então cada passo que damos está certo, não há erros e não há espaço para crítica, pessimismo e destruidora autoexigência. O tempo é de renascimento profundo, que só é possível quando assumimos o caminho feito, a responsabilidade por cada passo, e quando integramos cada aprendizagem que nos foi dada. Dessa forma, com essa consciência, seremos capazes de olhar para o caminho que nos leva em frente, em direcção ao topo da montanha que nos propusemos a subir, e compreenderemos o verdadeiro propósito de todo o esforço que temos feito, de todas as provações e dores, libertando-nos das réstias de medo e dúvida, do que ainda nos trava e bloqueia, revelando, ao mesmo tempo, a grande força que existe dentro de cada um de nós, aquela que nos permite superar as mais duras provações, aquela que nos diz que todo o caminho feito com entrega, fé e dedicação nos leva mais longe e nos permite superar-nos a nós mesmos, algo que constantemente buscamos na nossa caminhada. Este ano, sejamos capazes de fazer de cada escolha um desígnio da nossa alma, renascendo para nós mesmos e permitindo-nos, enfim, encontrar o sol brilhante que, sabemos, só é possível ver do topo da montanha.

Aquário

15-O-DiaboUm forte e intenso desafio tem a energia de Aquário para este novo ano, e embora o caminho que nos é proposto possa nem sempre ser fácil, simples ou directo, a verdade é que, se soubermos agarrar a oportunidade que nos está a ser dada, este ano será, sem dúvida, muito importante para nós. O Diabo e o 10 de Copas são duas cartas muito fortes, mas não são a combinação mais simples de equilibrar, pois representam duas energias bem diferentes que precisam de ser trabalhadas e complementadas. No fundo, este ano iremos viver o mesmo, uma dualidade interior entre aquilo que sabemos que é o nosso caminho e todas as barreiras que sentimos existir à nossa frente. No entanto, é importante e necessário, de uma vez por todas, tomar a consciência que não há obstáculos mais fortes e importantes do que aqueles que nós próprios criamos. Arriscaria mesmo dizer que, neste momento das nossas vidas, nada, a não ser nós mesmos, nos pode parar, e a libertação que tanto temos procurado está, tão simplesmente, nas nossas mãos. Este conhecimento, esta visão, já a temos há algum tempo e, precisamente por isso, o que O Diabo nos vem dizer é que chegou a altura de afirmar o nosso poder, a nossa força interior, agarrando a nossa vida com toda a determinação e, assim, libertando-nos de todas as amarras que ainda nos prendem. Não há mais tempo para protelarmos ou para adulterarmos caminhos, muito menos para manipular as questões na nossa mente, pois o que temos de perceber é que temos de olhar para o nosso coração e, dentro dele, encontrar a verdadeira força, a verdadeira energia que nos permitirá mover, crescer e evoluir. Nem sempre é fácil equilibrar todas as questões do mundo, ao mesmo tempo que tentamos dar voz às nossas próprias questões, às do nosso espírito. No entanto, também não é tentando controlar todos os factores que lá conseguiremos chegar, até porque quanto mais tentamos controlar, menos conseguimos, efectivamente, fazê-lo. As questões do mundo que nos rodeia, nomeadamente as questões materiais e financeiras, serão algo que estarão muito presentes durante este ano, mas se assim quisermos e trabalharmos dentro de nós, elas não terão de ser um problema. Na verdade, é preciso compreender que só quando nos desapegamos dessas mesmas questões é que as conseguimos resolver. Desapegar não significa que esquecemos que elas existem, pelo contrário, é tão simplesmente não viver em função delas nem nos deixarmos manipular por elas. O problema surge quando deixamos de ser nós mesmos por causa dessas mesmas questões e nos deixamos aprisionar por elas. É isso que nos estará a ser relembrado durante todo este ano, que é necessário compreendermos o valor que estamos a dar às questões do mundo, não só as materiais e financeiras, mas todo o tipo de apegos, vícios e dependência, e se esse valor é o que o nosso coração realmente sente. Se não for, se estivermos a dar mais valor na nossa mente e se o nosso coração nos estiver a pedir algo diferente, então é necessário trabalharmos o desapego, a libertação dessas questões dentro de nós. Olhemos para dentro do nosso coração, para o que sentimos, para o que nos faz feliz, não deixando a mente de lado, mas acedendo, não à mente do ego, mas sim à grande consciência interior que nos rege, e compreendamos se estamos a seguir esse caminho que aquece a alma, se estamos a cuidar de nós, do nosso corpo, da nossa mente, das nossas emoções, do nosso espírito. Neste ano, a energia que temos para trabalhar permite-nos, se assim quisermos, rasgar muitos padrões, muitos hábitos, e sentir uma real e intensa libertação interior. É um caminho nosso, uma escolha própria e única, e cabe-nos a nós agarrá-la, sem medos, dúvidas ou máscaras. Se o fizermos, garantidamente, encontraremos algo em nós que nos surpreenderá e nos mostrará que, para sermos felizes, é preciso sermos nós mesmos.

Peixes

03-A-ImperatrizMuitas transformações temos tido nas nossas vidas nos últimos tempos e, como seres emocionais que somos, todas elas têm mexido com o nosso coração, com a nossa essência, com o que sentimos que é o nosso caminho. Este ano não será excepção e mais trabalho emocional vem ao nosso encontro, apesar de, nestes próximos meses, existir também a necessidade de trabalharmos a nossa mente, focá-la e direccioná-la, o que pode, muitas vezes, ser algo pouco fácil para nós. A Imperatriz e o Cavaleiro de Espadas, as duas energias que nos irão orientar e guiar durante estes próximos meses, são duas cartas de naturezas diferentes, mas que, bem trabalhadas e equilibradas, podem trazer-nos um caminho muito interessante. Todo o percurso que temos feito tem um propósito, o de transformarmos as nossas vidas, trabalharmos as nossas questões mais profundas, curarmos as nossas feridas e assumirmos a dimensão emocional, criativa e potencial do nosso ser. É através da vivência emocional que nos tornamos co-criadores das nossas próprias vidas, que geramos o que pretendemos para nós, mas é a mente que define, que dimensiona, que serve como uma espécie de molde que leva à materialização do que temos e do que nos acontece. Então, neste ano, precisamos de aprender a trabalhar as duas e focá-las no sentido do nosso propósito de vida, do nosso crescimento e evolução. O primeiro, e talvez o mais importante, trabalho que nos será pedido, é o de trabalharmos o mais profundo amor por nós mesmos. Quando nos amamos mais, quando deixamos de colocar a nossa felicidade no exterior, nos outros, deixamos também de nos diluir sem um propósito, de nos sentirmos vazios e sem rumo. De nada serve dedicarmo-nos aos outros, a dar tudo de nós, se nada, na verdade, temos para dar. É de coração cheio de amor, por nós e por tudo o que nos rodeia, que podemos, verdadeiramente, marcar a diferença. É necessário que tenhamos essa consciência, até porque outro grande trabalho deste ano é o de estarmos focados em nós para podermos mudar todas aquelas coisas que pretendemos transformar, que já não fazem sentido nas nossas vidas, para termos forças para mover aquelas pedras que estão a impedir-nos de avançar há muito tempo. Para tal, temos de reconhecer que em nós está a maior força que poderemos encontrar na nossa jornada, está tudo o que necessitamos para criar um novo caminho, uma nova realidade, uma nova vida. É tempo de darmos valor a nós mesmos, aos nossos projectos, ideias e objectivos, vê-los como sementes que precisamos de alimentar com as nossas emoções, com o nosso amor, que precisamos de cuidar a cada momento e focarmo-nos na sua concretização. Muitas vezes, por sermos muito emocionais, deixamos um pouco o mundo concreto para trás, pois tudo fica a ser vivido no nosso coração, mas agora é preciso recordarmo-nos que, se queremos algo na nossa vida, temos de ir à luta e criá-la. Este ano, saibamos trazer mais amor às nossas vidas, largar os dramas e os medos, e acreditarmos que tudo o que temos vivido serviu para a enorme cura do nosso coração, das questões que ainda nos magoam, das feridas que ainda, de alguma forma, estão abertas e que, muitas delas, são a origem de muitas das barreiras que ainda colocamos no caminho para a nossa felicidade. Se assim o fizermos, iremos ver em cada dia deste novo ano a beleza que existe dentro de cada um de nós, a beleza da vida, a pureza do amor.

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Leonardo Mansinhos

Nasci em Lisboa em 1980 sob o signo de Virgem e com Ascendente Capricórnio. Quando era pequeno descobri uma paixão por música, livros e por escrever. Licenciei-me em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE e trabalhei durante quase uma década nas áreas de comércio, gestão e, principalmente, Marketing, mas desde muito cedo interessei-me pelo desenvolvimento espiritual. Comecei como autodidacta há mais de uma década em diversos temas esotéricos, nomeadamente em Astrologia, e, mais tarde, descobri no Tarot uma verdadeira paixão. Hoje dedico-me a esta paixão através das consultas de Tarot e Astrologia, assim como de formação, palestras e artigos nas mesmas áreas. Em 2009 co-fundei a Sopro d’Alma, um espaço de terapias holísticas e complementares, dedicado ao ser humano e onde dou as minhas consultas, cursos e palestras. Procuro, acima de tudo, ser um Ser todos os dias melhor, pondo-me ao serviço da sociedade através de tudo o que sou.

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